Descobrindo Charlotte Mason
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“Só” narrar, aprende mesmo?

“Só” narrar, aprende mesmo?
Juliana Oliveira
jul. 20 - 3 min de leitura
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Ao ouvirmos que um dos pilares na educação proposta por Charlotte Mason, é a narração, podemos a princípio desconfiar de que este é um método eficiente. A maioria de nós, pais educadores, estamos acostumados a pensar "escolarizadamente". E quando nos faltam as pilhas de caderno, folhas de atividades ou apostilas, nos surge logo uma insegurança de embarcar ou permanecer neste método. Será mesmo que meu aluno irá aprender ou está aprendendo?

Mason defende que a narração é uma arte, como fazer poesia ou pintar, porque está ali na mente de toda criança. Esta atividade é natural até mesmo para os pequeninos que balbuciando tentam energizantes nos relatar o que viram. É tão natural e simples que desconfiamos do poder de apreensão que a narração nos proporciona. O desafio maior que precede a narração está no hábito da atenção e no interesse real da criança, mas falar sobre isto daria um outro post.

Ler um bom livro, vivo, bem escrito por quem ama o assunto é interessante para uma criança e pedir que narre o que ouviu ou "imaginou"- gosto de fazer esta relação de quais imagens surgiram nas mentes de meus filhos enquanto ouviram certa estória, assim eles as descrevem com mais prazer- é exatamente a parte do método das lições que nos deixa as claras de que a criança absorveu, ponderou e se apropriou do assunto. Tente você mesmo fazer isto , é simples mas requer atenção, esforço da vontade e memória. Agora compare com simplesmente responder à perguntas de verdadeiro ou falso em uma folha de atividades, ou até mesmo questionários de interpretação de texto, os quais já trazem a metade do trabalho pronto, o aluno não precisará refletir tanto quanto precisa para narrar, mas apenas preencher as linhas de respostas de acordo com o que está escrito no texto. Portanto, o ato de narrar pressupõe apreensão do conteúdo .

Tenho uma boa historia para narrar sobre o poder da narração, se assim posso dizer, ou talvez tenha mais a ver com inatividade magistral, conceito abordado no volume 3, se ainda não o conhecem, vale muito ler sobre. Mas de uma coisa tenho certeza; de que esta história que irei narrar no próximo post é sobre o poder do espírito santo, o qual Mason é enfática em nos acalentar, mães educadoras ansiosas por oferecer o melhor para nossas crianças, por vezes nos esquecemos que é Ele quem instrui o coração e mente de todos nós. Leiam o próximo post,  O Poder da Narração.

 

 

 

 


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