Descobrindo Charlotte Mason
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O poder das ideias vivas

O poder das ideias vivas
Mariana Dias Roque Moraes Da Silva
fev. 14 - 5 min de leitura
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Ao me deparar com a filosofia de Charlotte, pensei que teria uma ferramenta em mãos para a educação integral de meu filho, que lhe proporcionaria vida com a leitura de ideias (vivas) em nosso dia a dia.


Mas, conforme fui inserindo essas ideias para ele, cada leitura deu vida também a mim, e por isso eu não esperava. Que presente maravilhoso Deus me deu ao colocar diante de mim a filosofia educacional de Charlotte Mason! Tudo o que li em Educação no Lar e Pais e Filhos me despertou para a necessidade urgente de cuidar da educação de meu pequeno com um olhar bem atento, mas, ao mesmo tempo, todo o seu ensinamento vivificou minha alma!


Deus, em sua misericórdia, me atraiu para mais perto Dele e de suas ideias. Ler a Bíblia, ao acordar, mudou minha forma de seguir meu dia, e isso deu mais vida a meu lar. Somado a isso, cada salmo lido para meu filho, após o café da manhã, gerou em nós fé e sentimento de gratidão a Deus por quem Ele é e pelo que Ele faz. Não desperdicei nenhuma manhã sem ler as ideias mais vivas que existem, as do nosso Senhor, como Charlotte recomenda, e isso me transformou e deu a meu menino a ideia de que Deus é soberano.


Ao mesmo tempo, nossos dias ganharam mais cor com os poemas de Cecília Meireles. Com as histórias lidas em nossa Bíblia ilustrada, meu filho pôde conhecer muitos heróis da fé, muitos milagres e fatos extraordinários. Cada leitura, ao mesmo tempo, funcionou para mim como lições curtas que multiplicaram minha fé, e como sou grata a Deus por isso!


É preciso mesmo ter fé para viver o ordinário, que vem, muitas vezes, carregado de muitas dificuldades, e vemos, então, o extraordinário em nós acontecer! Cada ideia semeada na mente e coração de meu filho eu já estou colhendo em mim mesma.


Em agosto deste ano (2022), descobri minha segunda gestação, tão desejada, mas ao mesmo tempo temida devido a restrições financeiras, e minha mente se conturbou. Mas Deus usou um dos itens do banquete de ideias vivas que eu organizei para meu filho para falar profundamente ao meu coração. Um hino do Maçãs de Ouro, que uso como complemento de catecismo, mostrou a mim a soberania de Deus:


"Há no mundo alguém forte e com poder pra fazer tudo o que quiser? Sim, Deus faz todo o seu santo e bom querer. Sou feliz porque cuidará de mim e sei que fará o melhor pra mim. Sim, Deus faz todo o seu santo e bom querer. Não vou me preocupar nem vou temer, pois Deus controla o que me acontecer. Se eu cair ou se ficar de pé, o melhor meu Deus fará no que vier".


Poucos dias depois da descoberta de uma nova gestação, minha avó foi internada com pneumonia. Ela sofria de enfisema pulmonar, e, em quinze dias mais ou menos, morreu. Ela foi para mim minha verdadeira mãe, e eu fiquei desolada com sua morte. Seguir os dias foi muito difícil, tendo eu coisas a fazer em casa e uma criança pequena para cuidar (além de uma gestação ). A sensação de estar perdida, sem rumo, era grande, e o vazio na alma por saber que eu não tinha mais minha verdadeira mãe estava me consumindo.


Mas todos os dias, mesmo sem vontade, acordava com a determinação para seguir nossa rotina de leituras. Foi assim que Deus usou mais uma ideia viva para dar vida a meu ser. Em uma tarde, li um capítulo de O Jardim Secreto (adaptação) para meu filho, em que Mary estava triste com a morte de seu pai e toda a mudança que isso gerou a ela. Mary não teria mais acesso a escola e não teria mais belos vestidos, mas disse a si mesma que ela não deixaria de ser uma princesa por dentro (apesar das roupas maltrapilhas que agora usava). Chorei com a singeleza dessa ideia, que me encheu de vida e coragem para seguir.


Meu pai não assumiu a paternidade, minha mãe, apesar de perto, nunca foi de fato uma mãe para mim, e meu avós, meus verdadeiros pais, estavam mortos. Mas, com Mary, aprendi que as circunstâncias externas não deviam determinar quem eu sou. Segui, então, a partir desse dia, com mais fé e coragem em meus dias. Por todas essas experiências, posso ter certeza da dignidade que há na filosofia de Charlotte. As ideias vivas têm grande poder! Ela tinha razão! A Miss Mason, minha eterna gratidão por permitir ser usada por Deus para abençoar minha vida, meu lar, meus filhos. A Deus, minha eterna convicção de que Ele realmente faz "todo o seu santo e bom querer".


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